Do planejamento à execução: os 3 passos da gestão estratégica

Treasy em 26 de setembro de 2019

Toda empresa possui os seus processos cruciais para funcionar. Normalmente são compostos por atividades de rotina, partes integrais da engrenagem da operação: rotinas financeiras, vendas, operacional, departamento pessoal, dentre outras.

 

Diferentemente dos outros grupos de processos, a gestão estratégica não possui atividades essencialmente urgentes. Em outras palavras, a empresa não vai morrer no curto prazo se não fizer suas rotinas estratégicas. Mas ela deixará de encontrar caminhos para crescer. E isso, no longo prazo, significa morrer.

 

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESTRATÉGICA NAS EMPRESAS

A gestão estratégica é a principal visão de médio a longo prazo das empresas. Sabemos que todas as áreas da empresa devem pensar no longo prazo. Essa é a função da gestão estratégica nas empresas, fornecer um norte: uma missão, um sonho e um conjunto de metas a perseguir e controlar.

 

Toda empresa passe por isso em algum momento. Começamos em um ciclo simples: vender, entregar para o cliente, controlar o financeiro, sobreviver. Com o tempo, isso não é mais suficiente. A empresa não cresce olhando apenas para a operação. É preciso definir metas sérias e planos de ação para conquistá-las.

 

ANÁLISE DE MERCADO

Antes de tentar fazer um planejamento estratégico formal, qualquer empresa deve ter conhecimento amplo de seu ambiente interno, mas sobretudo de seu ambiente externo: o mercado no qual ela está inserida.

 

A principal e mais simples ferramenta para auxiliar na avaliação do ambiente interno e externo, considerando aspectos positivos e negativos é a Análise SWOT. Ela consiste em levantar o máximo de forças e fraquezas (ambiente interno), além de oportunidades e ameaças (ambiente externo), para entender onde a empresa deve focar seus esforços.

 

MISSÃO, VISÃO E VALORES

Após muita pesquisa e muito entendimento da posição atual da empresa em seu setor, é a hora de pensar grande. Como falamos anteriormente, uma empresa precisa de um norte ou, melhor dizendo, de fatores que representem diretrizes sólidas para ela.

 

O primeiro desses fatores é a missão da empresa. Ela é o propósito, a razão de existir da organização. Muitas empresas são iniciadas com um propósito. Outras vão descobrindo aos poucos. O certo é que, no longo prazo, apenas empresas ligadas a uma missão perduram e são capazes de fazer a diferença nas vidas de sua equipe e de seus clientes.

 

A visão de uma empresa, por outro lado é o sonho que ela está percorrendo. Não necessariamente é uma meta, um número, com um prazo definido. É algo mais aspiracional, que faça a equipe sonhar junto.

 

Por último, uma empresa deve ter valores bem definidos a serem exigidos de sua equipe e propagados para seus clientes. Esses valores devem estar relacionados ao seu propósito e a sua visão. Muitas vezes, uma organização define valores como características e deixa por isso mesmo. Isso é um erro grave. Por exemplo, de nada adianta ter proatividade como um valor escrito no papel.

 

A missão, a visão e os valores devem ser definidos uma vez e, se possível, não devem ser mudados ao longo do tempo. A não ser que a empresa descubra novos rumos.

 

DEFINIÇÃO DE METAS

Diferentemente da missão, visão e valores, as metas devem ser renovadas e controladas a cada ciclo. O tamanho de um ciclo dependerá muito da operação da empresa. O importante é que as metas de uma empresa possuam um valor, uma unidade de medida, um prazo e um responsável.

 

Por exemplo, “faturar mais” não é uma meta. Mas, “crescer o faturamento em 10% até o fim do ano”, sob responsabilidade do diretor de marketing e vendas, pode ser considerado uma boa meta.

 

Após definir as metas globais da empresa, cada área ou departamento deve definir suas contribuições. Estas seriam metas próprias, sempre ligadas às metas da empresa como um todo.

 

PLANOS DE AÇÃO

Para finalizar, metas sem uma estratégia para batê-las são apenas números que não dizem muita coisa. A gestão estratégica de uma empresa precisa criar planos para chegar no alvo desejado. Os planos devem ser caminhos para que as metas sejam batidas. Nenhuma empresa almeja crescer fazendo a mesma coisa sempre.

 

É claro que há uma parte do crescimento que pode ser orgânica, desde que o mercado esteja favorável, mas é necessário ter planos: contratações, investimentos em equipamentos, treinamentos. São esses projetos que devem estar contemplados nos planos de ação.

 

Fonte: Treasy

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